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Alunos da UFPA com baixa renda familiar chegam a 80%

  • Publicado: Quarta, 05 de Junho de 2019, 14h51
  • Última atualização em Quinta, 06 de Junho de 2019, 19h43
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A maioria dos estudantes da Universidade Federal do Pará possui renda familiar per capita de até um salário mínimo e meio. Os dados são da V pesquisa sobre o perfil socioeconômico e cultural dos estudantes das universidades federais publicada pela Associação dos Dirigentes das Instituições Federais (ANDIFES) coletados no ano de 2018.

Comparados à renda familiar geral dos estudantes das Universidades brasileiras, em que 70,2% apresentaram renda de até um salário mínimo e meio, os dados revelam que a UFPA é uma das Universidades com maior índice de estudantes com renda baixa e em situação de vulnerabilidade, no total de 85% de estudantes nesta situação.

Quanto à declaração de etnia, estudantes negros, pardos e indígenas somam 78,4% e os que se declararam brancos somam 18,0%. Os alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas totalizam 72,0% do universo da UFPA, enquanto o percentual oriundo de escolas particulares está em 24,3% dos estudantes. Quando perguntados sobre a afirmação de gênero 44,5% declaram-se femininos e 41,7% masculinos.

Para o deslocamento até a Universidade, 66,5% dos estudantes disseram que utilizam o transporte público.  Sobre as maneiras de se alimentarem nos campi da Universidade, 19,3% responderam que fazem uma refeição por dia nos restaurantes universitário e 11,3% disseram fazer duas refeições ao dia. Os estudantes com participação em auxílios de alimentação da Assistência Estudantil, somam 3,7%. 

A pesquisa também quis saber sobre a prática de atividade física dos estudantes, os dados revelaram que 6,6% participam de Atléticas Estudantis.  Com prática diária de atividades, são 11,5% e aqueles que praticam três vezes por semana são 17,1%. Sobre as redes de saúde em que procuram atendimento médico, 61% dos estudantes afirmaram que usam o sistema público e 30% procuram a rede particular. Os que utilizam serviços de saúde ofertados pela Universidade estão em 3,0%.

Outro dado levantado foi quanto à participação dos estudantes em movimentos coletivos. Os estudantes que afirmaram participar de movimento estudantil somam 8,4%. Os que disseram ter participação em partido político são 1,3% dos alunos. Em movimento feminista estão 5,0% dos alunos e em organizações LGBTS participam 3,4% dos estudantes. Em movimento religioso estão 5,1% e em movimento artístico e cultural encontram-se 3,5% dos alunos.

Sobre o percentual de alunos que participam de programas de Assistência Estudantil na UFPA  23,2% responderam que estão vinculados a alguma modalidade de auxílios, bolsas e serviços para suprir necessidade de alimentação, transporte e material didático.

Quanto à situação emocional 82,2% dos estudantes afirmaram não apresentar dificuldades emocionais que interferem na vida acadêmica. Apresentaram sentimento de solidão 21,0% dos alunos e 53,3% dos estudantes disseram que já apresentaram quadro de ansiedade. Um dado preocupante é que 7,5% afirmou já ter tido, em algum momento, pensamento suicida.

Outra pergunta do questionário foi se o estudante já fez uso de drogas não lícitas. Do total, 95% dos alunos disseram nunca ter usado, já os que afirmaram ter usado, pelo menos uma vez, somam 4,7%. Quando questionados sobre o acesso à internet na casa da família, 70,1% opinaram que possuem o serviço, com 29,9% afirmando não dispor dessa tecnologia na residência da família. Quanto à escolaridade da família, somente uma faixa entre 10,4% e 13% afirmou que os pais possuem curso superior completo.

Quanto à participação em programa de pesquisa, ensino, extensão, monitorias e estágio 45,6% dos estudantes afirmaram estar vinculados a estas atividades na Universidade. Sobre o acesso à informação, 56,9% disseram que se informam por meio de mídias digitais, como redes sociais e portais de notícias. Acessam informações por meio de TV e rádio, 10,2% dos alunos e, apenas 1,6% dos alunos buscam informação por meio de mídia impressa.

Os alunos foram questionados sobre o número de obras literárias que passaram a ler após o ingresso na Universidade, do total de estudantes, 65% disseram que aumentaram a leitura deste gênero. Sobre participação em shows, 18,6 % afirmaram que, após o ingresso no curso, passaram a frequentar mais essa modalidade de cultura e 13,2% aumentaram a frequência ao teatro. Quanto aos filmes, 48,2% afirmaram ter passado a assistir mais esta modalidade após o ingresso na Universidade.

O superintendente de Assistência Estudantil da UFPA, professor Ronaldo Araujo, afirma que os dados revelados pela pesquisa servirão de base para a elaboração de políticas de inclusão. “ Com estes dados, vamos poder elaborar e executar política de permanência do nosso aluno que necessita de apoio para estudar. Entendemos que a Assistência Estudantil é um direito e o resultado da pesquisa aumenta a nossa responsabilidade em garantir que o estudante em situação de vulnerabilidade possa concluir o curso em tempo previsto e com qualidade acadêmica”.

Segundo a ANDIFES, a pesquisa demonstrou que houve maior acesso de estudantes de baixa renda, de negros, pardos, indígenas e oriundos de escolas públicas nas Universidades federais em função da Lei de Cotas que amplia as vagas para essas populações.

 

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Ana Lúcia Oliveira

Comunicação SAEST/UFPA

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