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Visitas domiciliares qualificam programas de Assistência Estudantil

  • Publicado: Quarta, 19 de Julho de 2017, 17h37
  • Última atualização em Quinta, 20 de Julho de 2017, 17h47
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O endereço de origem da família do aluno que participa dos programas de Assistência Estudantil da Universidade Federal do Pará é o destino das equipes de assistentes sociais, pedagogos e psicólogos que trabalham no acompanhamento social e acadêmico dos estudantes que recebem auxílios e bolsas da Superintendência de Assistência Estudantil (SAEst).

Realidade- As visitas domiciliares são indispensáveis para se conhecer a realidade do aluno em situação de vulnerabilidade socioeconômica. O deslocamento das profissionais para os municípios do Estado ocorrem durante os semestres letivos e chegam à casa de estudantes de todos os campi da Universidade. Neste ano de 2017, as equipes já visitaram Breves, Soure, Salvaterra, Cametá, Capitão Poço, região Bragantina, Vigia, Igarapé-Miri, região de Castanhal, Abaetetuba, Barcarena, Salinópolis. Contabilizando desde 2014, já foram realizadas em torno de quatro mil visitas aos estudantes.

Itinerância- As equipes organizam-se em grupos itinerantes denominados de TRIE sempre compostos de assistentes sociais, psicólogos e pedagogos. O superintendente de Assistência Estudantil da UFPA, professor José Maia Bezerra Neto, afirma que a visita domiciliar é o instrumento que melhor permite aferir a condição do aluno. Por isso, há um investimento para que os estudantes que recebem auxílios sejam acompanhados pelos profissionais da Assistência Estudantil.

“Para nós, uma política de Assistência Estudantil justa e eficaz não pode se limitar apenas a conceder auxílio econômico, é necessário que nossos alunos tenham acompanhamento, psicológico, pedagógico e social. Temos estudantes matriculados, por exemplo, no campus de Castanhal, mas que a família reside no ramal São João das Panelas, na localidade de Bonito, a 55 Km de Capitão Poço. Então, nossas equipes chegam lá e mantêm um cronograma de atendimento a esses alunos. Os resultados têm demonstrado que isso melhora o desempenho acadêmico do aluno e nos permite detectar quem realmente necessita dos programas.”

Direitos- A assistente social Antônia Santos participa das visitas domiciliares aos estudantes da Universidade desde 2009. A profissional considera que o serviço garante direitos aos alunos. “Nosso trabalho é muito importante porque conseguimos entender o que está dificultando o desempenho acadêmico do aluno, e atuamos para garantir os direitos. Nos deparamos com situações de extrema vulnerabilidade e, muitas vezes, o nosso estudante não sabe que pode solicitar nossos programas, então vamos conversar com eles. Quando o aluno se inscreve via online em um auxílio, não conseguimos conhecer sua realidade, somente quando chegamos até ele e sua família, constatamos as condições”, afirma a assistente social.

Em torno de 15 mil alunos da Universidade Federal do Pará participam direta e indiretamente dos programas de Assistência Estudantil. As ações apoiam a permanência de estudantes em situação de vulnerabilidade nas áreas de assistência à moradia estudantil, alimentação, transporte, atenção à saúde, inclusão digital, cultura, esporte, creche e apoio pedagógico, para que concluam o curso em tempo regular e com qualidade.

Texto e fotos Ana Lúcia Oliveira - Comunicação SAEST UFPA

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